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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Um pouco da história de Pirapora

Por ser parte da história do rio São Francisco, Pirapora e sua trajetória histórica deve ser contada e lembrada por nós defensores do livre acesso da Ilha do Fogo, nós queremos preservar a história e a cultura também do rio que banha essa linda Ilha, que deveria ser mais valorizada pelas duas cidades, que deveria ter menos preconceito em relação aos seus frequentadores, "gente que não presta" assim ouvimos falar, mas essas mesmas pessoas que a criticam que a descriminam seus frequentadores não sabem o quanto estão perdendo no que deveriam ganhar em troca, livre acesso é também revitalização da Ilha do Fogo, do rio São Francisco, da cultura regional, da cobrança de politicas públicas voltadas ao cidadão.

História

Seu nome tem origem indígena, os índios Cariris, que habitou as margens do Rio São Francisco onde fica a cidade, e significa "Salto do Peixe". Isso se deve ao fato de, no período da piracema, período de reprodução dos peixes, eles saltarem para vencer as corredeiras do rio à procura de locais calmos para a desova.
O município teve, há algumas décadas, uma importante função como centro econômico e entroncamento de transporte intermodal da região norte e noroeste do estado. Com a perda do seu antigo aeroporto e de suas linhas aéreas regulares, da estação ferroviária e do trem diário para a capital do estado e da navegação pelo Rio São Francisco, com barcos para Juazeiro , no estado da Bahia e Petrolina, em Pernanbuco, perdeu a maior parte dessa função, atualmente preenchida, principalmente, pela cidade de Montes Claros.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O QUE FAZEM SOLDADOS DOS EUA NO RIO SÃO FRANCISCO ?

Através das denúncias da Dep. Perpétua Almeida (PCdoB), veja link, tomamos conhecimento da existência desse plano sinistro que tem seu início há aproximadamente 4 anos e tem contado com o silêncio cúmplice de autoridades civis e militares em diversos níveis.





A Pres. Dilma aparentemente parece ter tomando conhecimento dessa atrocidade contra a soberania nacional recentemente.


A questão é gravíssima e além de deixar bem claro para quem ainda não havia compreendido, que a invasão da Ilha do Fogo - sob o hipócrita pretexto de "combater as drogas na Ilha" - se para nós estava claro, hoje essa argumentação se dissolve como fumaça no ar.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O RIO SÃO FRANCISCO E A TROPA ESTRANGEIRA


A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, se reuniu na segunda-feira, 17, com o general Enzo Peri, Comandante do Exército. Na pauta, o contrato firmado entre a Codevasf, autarquia subordinada ao ministério da Integração Nacional, com o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos (USACE), para consultoria e obras da hidrovia do Rio São Francisco. O contrato foi firmado em dezembro de 2011 e confirmado em março deste ano. Ele terá vigência de três anos e custará aos cofres públicos US$ 3,84 milhões.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012


Aos que são a favor da invasão da ILHA DO FOGO pelo exercito, com a desculpa de drogas e prostituição, a esses pobres coitados só um sentimento, pena. Que pena que vcs não conseguem enxergar que a ilha era o lugar mais democrático entre as duas cidades, que pena que vcs não conseguem que se na ilha tinha pessoas que usavam drogas, é pura e unicamente culpa dos poder publico das duas cidades, que sempre se fizeram ausentes, que pena que vcs nunca se deram ao direito de conhecer o melhor banho de rio de toda a nossa a região, que pena que vcs não conheceram pessoas de bem que frequentavam a ilha, e por ultimo que pena que além disso tudo vcs são um bando de preconceituosos… Se o exercito é tão bom, pq ele presenciou durante mais de um ano o uso de droga na ilha sem nunca fazer nada?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

ILHA DO FOGO


No meio das águas doces do Rio São Francisco, que antes da ponte, molhavam os pés de Juazeiro e Petrolina, Bahia e Pernambuco, e os vapores e barcos navegavam, a Ilha do Fogo que não queimava, mas animava os corações cravos e rosas das duas terras, irmãs e times do futebol vida, transformando dores em sorrisos e botando lenha na fogueira que ia além de São João cumpria a tarefa vida inteira.

Eu nunca me afoitei atravessar o rio para ir a nado de Juazeiro a Petrolina, só me arriscava ao percurso Juazeiro/Ilha.

Demorei a comer peixe, por dois motivos: O primeiro por admirar a infância piaba, e o outro para obedecer a lei católica de não comer carne na Semana Santa, que era imposta por minha mãe, Dona Helena. Por isso mastiguei naqueles dias, de quarta a Sábado, o importado bacalhau e o nativo surubim.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A Ilha é do Povo



"Podemos estar enfrentando uma crise de ideologias, mas nunca de ideais, de lutar por justiça social. Povos oprimidos, pessoas perseguidas, todos os gêneros de ditadura são terríveis, de direita ou de esquerda." (Ernesto Sabato)
                            

Devemos respeitar as diferenças!
Primeiro, existem muitas famílias, sim, famílias que frequentavam a Ilha do Fogo nos finais de semana, infelizmente como na sua maioria são pessoas humildes que não tem a prática de reivindicar seus direitos e se calam! Uma pena!
Na Ilha do Fogo também existiam drogados, mas, os frequentadores habituais há décadas não podem ser responsabilizados por tais desvios. A
questão é de segurança pública, e, quem deveria resolver era a Polícia Militar, Polícia Civil e a Secretaria de Saúde.
Não sou drogado e levava minha família há muitos anos a Ilha. Conheço muita gente que frequentava a Ilha para prática de esportes e lazer e não vejo lógica termos um SÍMBOLO da nossa ineficiência em resolver nossos problemas de Segurança Pública e de Saúde Pública estampado no nosso cartão postal!
A visão de um ambiente repressor dividindo Juazeiro e Petrolina, muito me entristece!
Respeitamos o Exército no seu papel de defesa do nosso país, mas achamos somente que no momento ele está no local errado.
Paz a todos!
Por:  Chico Egídio


ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRESENÇA DO EXÉRCITO NA ILHA DO FOGO



1-A ILHA NÃO ERA UM LOCAL PERIGOSO OU MARGINALIZADO. Se assim fosse teríamos altos índices de violência, que geralmente está associada à tríade: consumo de drogas, prostituição e tráfico de drogas (pelo menos esse é o discurso oficial dos especialistas e autoridades policiais). Não há registro policial dos últimos trinta e seis meses de agressão física, arruaças, homicídio e tentativa de homicídio na ilha do fogo, ao contrário de outras áreas de grande circulação em Juazeiro e Petrolina, e que se tem a notícia da existência da tríade acima mencionada.
2-NÃO HÁ JUSTIFICATIVA LEGAL PARA UMA “INVASÃO” DO EXÉRCITO. Ao contrário do que se diz, não houve ocupação, a ilha não estava desocupada. Existia uma colônia de pescadores (que foi obrigada a sair) que não vivia da prostituição ou das drogas. São homens, pais de famílias que tiram o sustento das águas do velho Chico, e estavam instalados na ilha do fogo há vários anos. A ilha não estava desocupada, porque todos os dias, homens, mulheres e crianças a frequentavam para a prática de esporte e lazer. Para muitos a ilha era a sua única forma de lazer gratuita e familiar.